O que já escreveu Jorge Messias, cogitado para STF: ‘ultraliberalismo’ de Bolsonaro, ‘autoritarismo’ da Corte e ‘monopólio’ das big techs
Reportagem do Correio Braziliense apresenta Jorge Messias (AGU) como favorito no debate sucessório aberto com a saída de Luís Roberto Barroso, citando também Bruno Dantas (TCU) e Rodrigo Pacheco (PSD) como nomes ventilados, e reforçando que a indicação é do Presidente, mas depende de sabatina e aprovação pela CCJ e pelo plenário do Senado. O texto sustenta que a proximidade política e pessoal de Messias com Lula é apontada por aliados do governo como um ativo para a escolha e usa como “pistas” de seu perfil trechos de sua produção acadêmica recente (tese de doutorado na UnB sobre “Centro do Governo e AGU” e “sociedade de risco global”), na qual defende a necessidade de um Estado forte para enfrentar riscos globais e critica o período 2016–2022 como de “ultraliberalismo”, associado a desestruturação institucional, desregulação trabalhista, reforma previdenciária e enfraquecimento sindical, além de registrar críticas ao negacionismo ambiental e sanitário no governo Bolsonaro. A matéria também ressalta passagens em que Messias menciona críticas de setores da esquerda ao “conservadorismo” e ao “autoritarismo” do Judiciário/STF no ciclo 2012–2018 (com referência à prisão de Lula e ao indeferimento de sua candidatura), embora sustente que, em sua leitura, a autoridade da Corte teria sido atacada por movimentos autoritários e por decisões de instâncias inferiores, cabendo ao STF “estancar abusos” e enfrentar ameaças golpistas. Por fim, o texto destaca a abordagem de Messias sobre “riscos digitais”, com críticas à concentração econômica e ao poder político das big techs e ao papel da desinformação na polarização, sugerindo que esses elementos podem sinalizar como ele enxergaria temas de interesse do Supremo.