De perfil discreto, o gaúcho Edson Fachin assume a presidência do Supremo nesta segunda

Reportagem do jornal O Sul apresenta a posse de Edson Fachin na presidência do STF (29/09/2025) e sustenta que seu perfil mais discreto, reservado e institucional tende a marcar uma gestão orientada à defesa da institucionalidade e à redução de atritos com os demais Poderes, em um momento em que o principal desafio será concluir os julgamentos relacionados à trama golpista sem escalada de tensões e com preocupação adicional de evitar novas tentativas de impeachment contra ministros. O texto contrapõe o contexto de maior instabilidade e ataques à Corte enfrentado por Barroso à possibilidade de uma presidência “menos vocal”, com Fachin reiterando a separação entre direito e política (“ao direito o que é do direito, e à política o que é da política”). Especialistas citados avaliam que Fachin tende a falar “por meio dos autos”, com menor interlocução direta com o sistema político, e apontam como aposta central o reforço da colegialidade no Supremo — vista como resposta a críticas recorrentes e como estratégia de proteção institucional, inclusive diante de pressões externas. A matéria registra que, já na primeira semana, Fachin pretende priorizar processos de forte impacto social, como a ação sobre vínculo empregatício na “uberização”, além de pautas sobre preservação ambiental, aplicação do Estatuto do Idoso a planos de saúde, regras de promoção na magistratura e direito ao silêncio de presos. Ao contextualizar sua trajetória, relembra decisões e relatorias associadas à proteção de direitos e garantias (como a ADPF das Favelas, a vedação de revistas íntimas vexatórias e a suspensão de decretos sobre armas), sua atuação em temas indígenas (marco temporal) e o fato de ter assumido a relatoria da Lava Jato após a morte de Teori Zavascki, com indicação de que esses casos podem ser redistribuídos. Por fim, resume sua formação e percurso profissional: gaúcho, carreira construída no Paraná, professor e jurista do direito civil, com mestrado/doutorado e pós-doutorado, indicado ao STF por Dilma Rousseff em 2015 para a vaga de Joaquim Barbosa.