Barroso se despede da presidência da corte

Matéria do SBT Notícias relata a despedida de Luís Roberto Barroso da presidência do STF, com balanço de gestão e tom pessoal: ele afirmou a jornalistas que uma de suas frustrações foi não ter conseguido “pacificar” o país, atribuindo a dificuldade ao ambiente de forte polarização e à tensão gerada pelos processos ligados à tentativa de golpe, observando que “quem teme ser preso” tende a acirrar o conflito, e não a conciliação. O texto também registra que Barroso negou intenção de deixar o STF no curto prazo, embora tenha mencionado convites de universidades dos EUA — inviabilizados/adiados após a revogação de seu visto em meio às sanções do governo Donald Trump. Na última sessão plenária sob sua presidência, Barroso reforçou a ideia de que o STF atuou “com coragem” na defesa da democracia, apesar do desgaste e do custo pessoal para ministros, sustentando que a Corte cumpriu seu papel de preservar o Estado de Direito e promover direitos fundamentais. A reportagem antecipa a posse do novo presidente (Edson Fachin), descrevendo seu perfil (mais discreto) e sugerindo que isso pode contribuir para um período de “distensionamento” institucional e social, inclusive no contexto de atritos com os EUA. Por fim, aponta que, além de processos políticos sensíveis (como desdobramentos da tentativa de golpe e denúncia contra Eduardo Bolsonaro), a pauta do plenário deve priorizar temas como direitos trabalhistas, proteção ambiental e garantias individuais — com destaque para o julgamento sobre “uberização” e vínculo de emprego entre motoristas e plataformas.