Fux na 2ª turma mexe com jogo de forças no STF

Reportagem do SBT RJ relata que a transferência do ministro Luiz Fux da 1ª para a 2ª Turma do STF, autorizada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, reconfigura o equilíbrio interno dos colegiados e gera incertezas sobre impactos em julgamentos próximos — especialmente em casos sensíveis ligados a Jair Bolsonaro. O material destaca que trocas entre Turmas não são incomuns, mas podem afetar dinâmica deliberativa e percepção pública após a divergência de Fux no julgamento que condenou Bolsonaro (quando ele votou pela absolvição). Com a mudança, a 1ª Turma passa a funcionar temporariamente com quatro integrantes (Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que preside o colegiado), aguardando a posse do sucessor de Luís Roberto Barroso para recompor a vaga. Já a 2ª Turma fica completa com Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques, Dias Toffoli e Gilmar Mendes (presidente), ressaltando-se que Mendonça e Nunes Marques foram indicados por Bolsonaro. A reportagem menciona avaliação de professor/advogado da FGV de que é difícil antecipar como Fux se posicionará em diferentes processos, mas que a mudança tende a aumentar a atenção sobre seus votos e sobre o “jogo de forças” nas Turmas. Por fim, aponta duas questões práticas ainda pendentes: (i) embora a 1ª Turma siga julgando os “núcleos” da ação penal da trama golpista com quatro ministros, Fux teria sinalizado disposição de continuar atuando nesses casos mesmo após a transferência, cabendo a Fachin definir se isso será admitido; e (ii) Fux é relator de recurso de Bolsonaro contra decisão da Justiça Eleitoral que o declarou inelegível até 2030, e a reportagem indica que caberá ao STF decidir se esse recurso permanecerá na 1ª Turma ou poderá ser apreciado em novo colegiado na 2ª Turma, agora composta também por ministros indicados por Bolsonaro.